Somos dentro do movimento da Renovação Carismática Catolica, o Ministério para as Famílias, que tem como Missão evangelizar toda a família e a família toda, estamos inserido na Pastoral Orgânica da Arquidiocese de Belém, e podemos ser encontrado onde tiver um Grupo de Oração da RCC.
sábado, 21 de janeiro de 2012
"Iluminados por tua palavras lançaremos as redes"
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
A Igreja Católica está na vanguarda da bioética”
“A Igreja Católica está na vanguarda da bioética”
Entrevista com John Hass, diretor do Centro Católico de Bioética dos EUA
QUERÉTARO, terça-feira, 30 de agosto de 2011 (ZENIT.org – El Observador) – O Dr. John Hass, diretor do Centro Nacional Católico de Bioética dos Estados Unidos e membro proeminente do Instituto Internacional para a Cultura, foi o encarregado de pôr em marcha a segunda geração do mestrado em bioética ministrado no Centro de Pesquisa Social Avançada (CISAV), em seu novo campus, em Querétaro (México).
A conferência inaugural dessa importantíssima pós-graduação do CISAV foi dada pelo Dr. Hass, sobre o tema dos riscos que a humanidade enfrenta com a clonagem.
De fato, o mestrado em bioética do CISAV é o primeiro em seu gênero na América Latina e enfrenta, com rigor acadêmico e baseado na doutrina social da Igreja, estes fenômenos que poderiam parecer exclusivos de países desenvolvidos, mas que, pouco a pouco, vão sendo introduzidos nas legislações dos países que formam – do ponto de vista católico – “o continente da esperança”.
Entrevistado por El Observador, John Hass foi enfático ao afirmar que a Igreja Católica tem uma enorme área de oportunidade nos temas que a bioética abrange. Nos Estados Unidos, a Igreja está na vanguarda. No México, através de centros de pesquisa como o CISAV, tem esse importante futuro.
Que papel a Igreja Católica está desempenhando neste debate sobre a ética e a biologia nos Estados Unidos?
John Hass: Uma questão que é muito interessante de observar é que a Igreja Católica esteve e está na vanguarda. O mundo inteiro fala de bioética hoje, mas devo dizer que nosso centro foi estabelecido em 1972, antes de que o aborto fosse legalizado nos Estados Unidos, antes de ouvirmos falar da AIDS, antes de que as células estaminais fossem isoladas... Nos Estados Unidos, depois do governo, a Igreja Católica é a entidade provedora mais importante de serviços de saúde à população. São milhões de dólares destinados pela Igreja aos serviços de saúde dos americanos, todos os anos. Isso nos levou a ser capazes de antecipar os temas que, amanhã, serão centrais na medicina e nas ciências da vida. Temos de estar preparados para enfrentá-los a partir do Evangelho.
Qual é o tema mais importante na bioética hoje?
John Hass: Em minha opinião, é a despersonalização e desumanização dos serviços de saúde. Os seres humanos estão sendo concebidos como carentes de direitos. A doação de órgãos se converteu em um negócio internacional. Ocorreu o mesmo com a fertilização in vitro que, nos Estados Unidos, movimenta cerca de 5 milhões de dólares por ano... Homens e mulheres não estão sendo considerados como seres humanos, mas como material de uso para experimentos científicos, inclusive, algumas vezes, para experimentos que, na fachada, parecem ter ótimas intenções de ajudar os outros.
Está havendo avanço nos comitês de bioética dos hospitais? Estão levando em consideração a Igreja Católica?
John Hass: Isso é muito importante. Há mais de 5 anos, a organização que acredita os hospitais nos Estados Unidos estabeleceu como norma a posta em marcha de um comitê de ética para cada hospital. Mas cada hospital católico nos Estados Unidos já o tinha e sempre o teve. Este é outro exemplo de como a Igreja Católica caminha adiantada com relação aos tempos. O Comitê Nacional de Bioética, que presido, tem um programa de um ano para certificar os hospitais neste tema. Médicos, enfermeiras, pessoal administrativo, todos recebem o curso completo. Isso nos permite uniformizar critérios bioéticos com a essência católica e fazer que a moral e os princípios do catolicismo estejam nos hospitais que a Igreja administra. E nos outros hospitais, estão seguindo o nosso exemplo e os nossos métodos.
Vocês enfrentam a “lenda negra” de que a Igreja Católica se opõe ao progresso científico?
John Hass: Sua pergunta é muito interessante, pois nos Estados Unidos ninguém escutou nada sobre a “lenda negra”, mas os efeitos são os mesmos que se produzem na América Latina com relação ao papel da Igreja na conquista e na colonização. Nos Estados Unidos é diferente, pois se trata de um país de maioria protestante. E os protestantes acreditam que suas ideias são o que a religião é. Lutero dizia que somos salvos pela graça e somente pela fé. Para ele, a razão era perigosa. Em seu comentário à Carta aos Gálatas, diz que, se os cristãos querem se salvar, devem matar a razão e oferecê-la como um sacrifício a Deus. O problema é que muitas pessoas no meu país acreditam que “isso” faz parte de todas as religiões. Portanto, a Igreja Católica seria “irracional” e “legalista”. E nada menos perto da verdade, como mostraram os Papas João Paulo II e Bento XVI: fé e razão são as duas forças que temos para conhecer a verdade. Também nada mais afastado da verdade que dizer que os católicos rejeitam o aborto, a anticoncepção etc., porque alguém manda fazer isso, não porque descobriram a imoralidade, a inumanidade dessas práticas a partir do Evangelho, do espírito do Evangelho, da liberdade do Evangelho.
Como se pode reintroduzir a verdadeira cultura católica no contexto em que vivemos?
John Hass: Em sua encíclica “o esplendor da Verdade”, o Papa João Paulo II diz, quase no final, que a verdadeira força do ensinamento da Igreja e da cultura da Igreja Católica é a de permanecer com o olhar dirigido a Jesus Cristo crucificado. Daí parte tudo, pois já não estamos na época dos argumentos, mas na época das testemunhas, como disse uma vez à Conferência Episcopal dos Estados Unidos o então cardeal Joseph Ratzinger.
Mais informações sobre o Centro de Pesquisa Social Avançada e o mestrado em bioética: www.cisav.mx
(Jaime Septién)
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Retiro anual para casais
segunda-feira, 15 de março de 2010
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Ronaldo e Rosa
A ORAÇÃO CONJUGAL
A ORAÇÃO CONJUGAL- MARIDO E MULHER JUNTOS:
1.a oração conjugal é uma condição para o crescimento da espiritualidade do casal.
· A oração feita em comum marido e mulher, gera frutos de comunhão com Deus e um com o outro:
· Através da oração conjugal, nos revelamos um ao outro na presença de Deus:
· Diante de Deus, nossas máscaras tendem a cair, não há como sermos falsos diante de Deus;
· Um dos grandes desafios da oração conjugal é justamente esse medo de revelar sua alma. sua fé, sua vivência interior diante de Deus, pois a oração revela aquilo que somos e manifesta Deus em nossas vidas;
· O casal deve lutar para proporcionar esse momento precioso e necessário para sua vida conjugal;
· Seus efeitos são extraordinários, pois na oração falamos com Deus daquilo que sentimos que estamos vivendo, e de sua parte Deus nos comunica sua vontade e sua direção para nossas vidas.
· A oração é um diálogo, por isso ela tem dois momentos inseparáveis, primeiro, falamos com Deus, depois, escutamos Deus;
· Muitos casais nos dizem que rezam antes de dormir, alguns até utilizam aquela tradicional: "Com Deus me deito, com Deus me levanto, com a virgem Maria e o divino Espírito Santo";
· Alguns ainda, rezam o Pai Nosso, um Creio, Ave-Maria, outros até rezam o terço;
· Todas essas orações são boas, mas ainda não é a oração conjugal que Deus deseja que vivamos, essa é uma oração mais profunda, ou seja, uma experiência dos dois com Deus;
· Por isso, não pode ser uma oração rápida, formal, recitada, mas uma oração vocal que brote do coração:
· Que expresse o que estamos sentindo e vivendo naquele momento como casal e como família
2. Como fazer a oração conjugal?
· Falamos com Deus
· Em um primeiro momento, é falar em voz alta diante de Deus e do outro aquilo que está em meu coração, enquanto o outro ouve, partilha comigo de minha oração, intercede por mim em seu coração, enquanto me revelo diante de Deus.
· Depois é a vez de o outro expressar seus sentimentos, seu coração diante de Deus.
· É importante expressar sem medo, sem restrições aquilo que está no coração, pois é o íntimo do nosso coração que interessa para Deus.
· Quando nos revelamos a Deus diante do outro, permitimos que no outro conheça melhor meu interior, minha vida com Deus.
b) Deus fala conosco:
· Depois desse primeiro momento diante de Deus, que pode ser feito da forma que cada casal achar melhor, usando também um salmo, uma passagem bíblica, etc;
· Depois de esgotado o que gostaríamos de dizer para Deus, é hora de ouvirmos Deus;
· É momento de silenciar nossos corações, de deixar Deus falar em mim;
· Muitos podem até nos dizer, "mas eu não consigo escutar Deus";
· Deus nos fala de diversas formas: Como escutar Deus?
· No silêncio do coração com palavras interiores;
· Com sentimentos interiores que expressam o sentimento de Deus para nós;
· Através de uma citação bíblica que o Espírito nos inspira;
· E também através dos fatos de nossas vidas;
· Na oração conjugal, o Espírito Santo de Deus irá utilizar-se de todos esses recursos e outros mais para levar-nos a meditar e descobrir a direção que Deus está dando para nossas vidas.
c) Partilha da escuta e direcionamento familiar
· Após esse momento, o casal faz um momento de partilha, onde fala daquilo que sentiu, ou está sentindo em seu coração, aquilo que Deus está mostrando para nossas vidas;
· Após a partilha dos dois, o casal avalia qual a direção que Deus está dando para aquele tempo em sua vida conjugal e familiar;
· A oração conjugal dessa forma tem força para nos impulsionar por toda uma semana, por isso temos proposto que seja feita dessa forma ao menos uma vez por semana;
· Nos outros dias, a oração familiar estará dando manutenção a esse momento forte que vivemos como casal;
· O fruto da oração conjugal é a harmonia de sentimentos, a harmonia na vida sexual, a harmonia no diálogo, o reflorescimento do amor e dos frutos do amor, como a paciência, mansidão, delicadeza...
· Pois quando nos expomos à presença de Deus como casal, somos banhados pelo amor purificador e restaurador de Deus em nossas vidas.
Nossa Senhora das famílias rogai por nos!
OS DEVERES DA FAMÍLIA CRISTÃ
Família, torna-te aquilo que és!
17. No plano de Deus Criador e Redentor a família descobre não só a sua «identidade», o que «é», mas também a sua «missão», o que ela pode e deve «fazer». As tarefas, que a família é chamada por Deus a desenvolver na história, brotam do seu próprio ser e representam o seu desenvolvimento dinâmico e existencial. Cada família descobre e encontra em si mesma o apelo inextinguível, que ao mesmo tempo define a sua dignidade e a sua responsabilidade: família, «torna-te aquilo que és»!
Voltar ao «princípio» do gesto criativo de Deus é então uma necessidade para a família, se se quiser conhecer e realizar segundo a verdade interior não só do seu ser, mas também do seu agir histórico. E porque, segundo o plano de Deus, é constituída qual «íntima comunidade de vida e de amor», a família tem a missão de se tornar cada vez mais aquilo que é, ou seja, comunidade de vida e de amor, numa tensão que, como para cada realidade criada e redimida, encontrará a plenitude no Reino de Deus. E numa perspectiva que atinge as próprias raízes da realidade, deve dizer-se que a essência e os deveres da família são, em última análise, definidos pelo amor. Por isto é-lhe confiada a missão de guardar, revelar e comunicar o amor, qual reflexo vivo e participação real do amor de Deus pela humanidade e do amor de Cristo pela Igreja, sua esposa.
Cada dever particular da família é a expressão e a atuação concreta de tal missão fundamental. É necessário, portanto, penetrar mais profundamente na riqueza singular da missão da família e sondar os seus conteúdos numerosos e unitários.
Em tal sentido, partindo do amor e em permanente referência a ele, o recente Sínodo pôs em evidência quatro deveres gerais da família:
1) a formação de uma comunidade de pessoas;
2) o serviço à vida;
3) a participação no desenvolvimento da sociedade;
4) a participação na vida e na missão da Igreja.
O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO (EFUSÃO)
O batismo no Espírito está por certo relacionado com o sacramento do batismo, como o indica o próprio nome. Insistiu-se muito, e com razão, nisso. Em seu livro "Iniciación cristiana y bautismo en el Espírito Santo" e, de uma maneira mais breve, no opúsculo "Reavivar a llama" (Fanning the Flame), K. McDonnell e G. Montague esforçaram-se por demonstrar que o "batismo no Espírito" é um momento e um aspecto integrante da iniciação cristã e que como tal foi conhecido e praticado na Igreja primitiva.
Para entender como um sacramento recebido no início da vida, na infância, pode de súbito inflamar-se de novo e voltar a irradiar tanta energia espiritual, ajuda-nos recordar alguns princípios de teologia sacramental. A teologia tradicional conhece o conceito de sacramento "ligado", ou "impedido". Diz-se ligado um sacramento que, mesmo sendo válido, não pode produzir seus frutos por causa de um impedimento. Um caso extremo disso é, por exemplo, o sacramento do matrimônio ou da ordem sagrada recebido em estado de pecado mortal. Ele não produz nenhuma graça de estado. Mas se, com a penitência, se retira o obstáculo, diz-se que o sacramento "revive"(reviviscit) e confere sua graça própria, sem que seja necessário repetir o rito sacramental.
Podemos aplicar analogicamente esse conceito ao batismo. Este é em muitos casos, um sacramento "ligado", não por causa do pecado mas em função da falta ou da fraqueza da fé, que constitui um requisito essencial. Fé e batismo sempre foram apresentados juntos no Novo Testamento: "Aquele que crer e se batizar será salvo". Quando o batismo era administrado aos adultos, depois de uma conversão e da aceitação explícita de Jesus como Senhor, os dois fatores atuavam em conjunto, tinha lugar uma sincronização que acendia uma grande luz na vida das pessoas, como quando os dois pólos, negativo e positivo, da corrente elétrica são postos juntos. Mais tarde difundiu-se a prática de batizar as crianças. Mas por muitos séculos isso não implicava um problema tão grave, porque, vivendo numa sociedade e numa cultura imersas na fé cristã, a Igreja antecipava a fé da criança, tornava-se garantia desta, à espera de que ela mesma pudesse fazer formalmente seu ato de fé pessoal. Família, escola, sociedade a educavam — de forma melhor ou pior, entende-se, de acordo com a época e os lugares — na fé. Mas há tempos se sabe que a situação mudou e que são cada vez mais numerosos os casos de pessoas batizadas que não chegam nunca a completar o próprio batismo com o necessário ato de fé. O batismo continua sendo um sacramento "ligado". Trata-se de uma espécie de dom envolto numa caixa de presente, recebido no início da vida, no qual estão encerrados os títulos mais nobres (filho de Deus, irmão de Cristo, membro do corpo místico, templo do Espírito Santo...), mas que nunca foi aberto e que, portanto, permanece em grande parte não-ativado.
O batismo no Espírito é a ocasião em que a pessoa se converte, escolhe livre e pessoalmente Cristo como seu Senhor, confirma o seu batismo. É como quando o interruptor, permitindo a passagem da corrente, provoca o contato e faz que a luz se acenda.
Por esses motivos, é justo, repito, ver o batismo no Espírito em relação com o batismo-sacramento, como seu complemento ou renovação. Mas isso não é suficiente; ainda não se disse tudo. Vimos que a frase "batizar com Espírito Santo" não se refere apenas ao que faz Jesus no sacramento do batismo, abrangendo toda a sua obra e, em especial, Pentecostes. Não podemos explicar o atual batismo no Espírito únicamente como um efeito retardado do nosso batismo sacramental. Não é só o nosso batismo o que é "revivido" com este; também o são a confirmação, a primeira comunhão, o matrimônio, tudo. Trata-se de fato da graça de "um novo Pentecostes". Uma iniciativa nova, livre e soberana da graça de Deus que se funda, como todo o resto, no batismo, mas que não acaba aí. Não faz referência apenas à iniciação, mas também ao desenvolvimento e à perfeição da vida cristã.
domingo, 31 de maio de 2009
A FAMILIA TESOURO DE DEUS
Introdução
A família constituída por um homem, uma mulher e eventuais filhos, unidos por um vínculo indissolúvel, fundada sobre o matrimônio é a melhor maneira de viver o amor humano, a maternidade, a paternidade, pois corresponde ao desígnio de Deus, é o caminho da maior realização humana e, ao mesmo tempo, constitui o bem mais decisivo para que a sociedade cresça na paz. No entanto, a família aparece nos ambientes da nossa vida quotidiana, nos meios de comunicação, nas universidades e nas propostas apresentadas no Congresso Nacional, como uma realidade do passado, sem chances de interessar ao mundo moderno. Apesar disso, toda a propaganda de uma mentalidade contrária à família divulgada nos meios de comunicação (cinema, televisão, imprensa), mesmo tendo à disposição meios tão poderosos, não impediu uma grande valorização da família por parte da maioria da população brasileira que continua a fazer uma experiência positiva da vida familiar. Devemos reconhecer, com certa surpresa, que este impressionante aparato de mídia e ideologias não é mais potente que a experiência elementar que muitos vivem em família, como a experiência de um bem precioso e inextirpável.
Mas é inevitável que, nesse contexto, a relação entre homem e mulher seja considerada precária, a paternidade desvalorizada e a própria maternidade posta em questão. Uma grande confusão envolve a maneira como a sociedade em que vivemos representa a família. Diante dessa realidade, o Papa João Paulo II convidava os cristãos, já nos anos ’80, a retomar o desígnio de Deus sobre a pessoa, o matrimônio e a família, para nele encontrar a certeza do caminho.
A Igreja conhece as dificuldades que muitas famílias encontram para dar conta de suas responsabilidades, para manter a casa, para educar os filhos, para permanecer unidas e quer redobrar as atenções e os serviços para fortalecê-las e ajudá-las em suas lutas diárias. A Igreja é solidária com os sofrimentos e os dramas de muitas famílias atingidas pelo desemprego, por doenças ou pela ruptura dos vínculos familiares.
A Igreja convocou esta Peregrinação Nacional em Favor da Família para pedir a proteção da Virgem Aparecida sobre todas as famílias brasileiras e para meditar sobre o bem precioso que é a família. O Papa Bento XVI, neste mesmo lugar no qual nos encontramos agora, disse ao inaugurar a V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe: “A família, patrimônio da humanidade, constitui um dos tesouros mais importantes dos povos latino-americanos. Ela foi e é escola da fé, palestra de valores humanos e cívicos” (DI, 5). Queremos aprofundar estas palavras para compreender porque a família é o maior recurso para a pessoa e o maior recurso para a sociedade: para a pessoa, para que cresça no amor e no serviço ao bem de outros, para a sociedade, para que ela supere a violência e a corrupção e encontre os caminhos da paz.
Durante muito tempo pensamos que a sociedade moderna era mais favorável ao bem das pessoas do que o cristianismo. Muitos tomaram distâncias da Igreja achando que ela constituía um estorvo. Esta distância tornou-se mais visível na falta de convicção para educar os filhos a trilharem o caminho da fé. Hoje fica claro que a sociedade brasileira cresceu dando as costas a Deus, mas os resultados não são tão bons quanto se esperava.
* Dom João Carlos Petrini é Doutor em Sociologia, Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Família na Sociedade Contemporânea da Universidade Católica do Salvador e Bispo Auxiliar de Salvador.
• A violência assola nossas cidades, ceifando nossos adolescentes e jovens.
Nós estamos aqui hoje com a consciência de que Deus deu a nós a luz necessária para construir. Retomamos o desígnio de Deus sobre Pessoa, Matrimônio e Família.
Queremos ter claras as razões pelas quais a família cristã é um bem de extraordinária importância para quem dela faz parte e para toda a sociedade, para seguir o Senhor como discípulos, movidos por convicção e entusiasmo, para construir junto com Ele, rocha que nenhuma tempestade abala, nosso Caminho para a verdade de nossa vida. Deus quer colocar em nossas mãos o futuro não só da família, mas da Igreja e da paz na sociedade. Família e virtudes humanas e cristãs
“A família encontra-se no meio de uma tempestade” disse o Papa Bento XVI em sua visita a Lourdes. Por outro lado, o Papa João Paulo II na Familiaris Consortio (1981) diz: “o futuro da humanidade passa através da família”.
A sociedade globalizada sofre uma forte perda de virtudes sociais, quer na esfera privada, quer na pública: corrupção, agressividade, violência, entre outras coisas. São os frutos não previstos da redução de todos os aspectos da convivência, inclusive os mais sagrados, a mercadoria. São as conseqüências da redução da família a fato privado e da exasperação do individualismo. Observa-se certa degradação da esfera pública e do bem comum. Além disso, observam-se tendências a reduzir a capacidade educativa das famílias: as crianças passam cada vez menos tempo com os pais, obrigados, muitas vezes, a horários de trabalho incompatíveis com os cuidados familiares. São exaltados de tal maneira os direitos dos indivíduos, que vai sendo reduzida a solidariedade entre familiares.
Apesar de tantos limites, a família continua sendo o bem mais precioso, pois nela as pessoas vão adquirindo hábitos, valores, atitudes, critérios de avaliação de toda a realidade que se consolidam com o tempo e que tornam as relações familiares decisivas na formação da identidade pessoal. As pessoas dispõem, assim, de recursos para enfrentar a vida com sua trama de problemas e desafios. Estudiosos falam da família como lugar onde é produzido capital humano, bem como capital social e espiritual. O capital civil da sociedade é gerado pelas virtudes transmitidas na família de maneira única e insubstituível.
Na família forma-se a confiança, tão decisiva nas relações interpessoais, comunitárias e sociais. Economistas reconhecem a crise de confiança como uma das causas da atual crise econômica mundial e uma das dificuldades para superá-la.
A família educa seus membros à cooperação, pois nela florescem práticas de serviço recíproco, para construir o bem comum, de atenção dada aos mais frágeis e vulneráveis.
A família é o lugar no qual se vivem relacionamentos gratuitos, onde mais se pratica o intercâmbio de dons, educando dessa maneira a relações de reciprocidade.
Ela torna-se escola de fraternidade, educa à generosidade para com o próximo, estimula a perseguir um projeto de vida junto com outras pessoas, proporciona um treinamento das virtudes necessárias para realizar os objetivos da vida (paciência, constância, justo cálculo dos recursos disponíveis).
Quando, pelo contrário, as relações familiares adquirem as características da contingência, da precariedade, seguindo modelos onde tudo é negociado em função da busca do bem individual, tendem a consumir e não criar capital humano e social.
O ser humano (homem e mulher) se realiza no amor. O melhor do amor se vive em família O ser humano (homem e mulher) existe somente em relação, nasce de uma relação, cresce e desenvolve a sua identidade na medida em que é inserido numa trama de relações, pode expressar todo o potencial de sua maturidade, a criatividade e a procriação, graças a relações especialmente significativas. O ser humano é um ser relacional, no sentido que algumas relações humanas o constituem, quer na sua origem, quer no seu desenvolvimento e na aquisição das características mais importantes de sua personalidade. Estamos no pólo oposto do individualismo, tão festejado nos últimos tempos.
As relações familiares são particularmente significativas. Elas são fundadoras da personalidade, são constitutivas do ser humano, quer física, quer psicologicamente.
Ninguém vem a este mundo por sua decisão, por sua própria iniciativa, como obra de suas próprias mãos. Não damos a nós mesmos a vida, nós a recebemos de outros, dos genitores. Desde o primeiro momento da concepção até a última etapa da velhice somos um feixe de relações, vivemos graças a esse feixe de relações.
A relação com a mãe (ou com quem tomar o seu lugar) constitui o eu de cada um. A criança não somente recebe carne e sangue da mãe, mas é por ela cuidado. Enquanto a mãe amamenta, fala com seu bebê e este, ao sugar o leite materno, aprende a falar e assimila, juntamente com os nutrientes, elementos basilares da sua personalidade.
É verdade que um ser humano pode nascer em qualquer lugar, mas é melhor se nascer numa família que o acolhe. Alguém pode trabalhar somente para cuidar de seus gastos, mas é melhor trabalhar para alimentar o amor de uma família. Pode se amar qualquer pessoa, de qualquer jeito, mas é melhor construir a experiência do amor humano em contexto familiar. Pode procriar de qualquer maneira, até em laboratório, mas é muito melhor gerar um novo ser humano como fruto de um ato de amor conjugal. A pessoa pode viver a doença de maneira solitária, mas é mais humano vivenciá-la no seio de uma família. A pessoa pode morrer em qualquer lugar, mas é mais digna a morte quando a pessoa é cercada pelo afeto de familiares.
Matrimônio e família: uma construção da cultura ou um dado originário?
Matrimônio e família correspondem à estrutura constitutiva do ser humano. Constituem o ponto de encontro entre exigências antropológicas originárias, algumas de caráter biológico e outras de caráter psíquico, com acultura. A família, então, não é uma pura construção humana, inventada em algum momento da história, podendo ser reinventada agora segundo o gosto de cada um. Ela nasce da elaboração cultural, isto é, das respostas dadas às exigências originárias que atravessam todas as épocas e todas as culturas.
A diferença sexual é originária (no princípio, homem e mulher Deus os criou). Homem e mulher gozam da mesma dignidade humana. A igual dignidade, no entanto, se exprime na diferença sexual. Esta revela uma carência estrutural: o ser humano necessita do outro, não pode viver sozinho. “Não é bom que o homem esteja só” (Gn 2, 18). O Papa João Paulo II na Mulieris Dignitatem afirma:
“Trata-se de compreender a razão e as conseqüências da decisão do Criador de fazer existir o ser humano sempre e somente como mulher e como homem”(MD, 1).
O ser humano tem necessidade do outro para estabelecer com ele relações de aliança, integração, comunhão. A aliança conjugal se diferencia de outras possíveis alianças porque envolve a totalidade da pessoa, até que “os dois formam uma só carne, para a vivência do amor e para a procriação.
A família é o lugar onde vida privada e realidade social se encontram, convergindo na busca do bem comum. A qualidade da convivência social depende em grande parte das famílias, das virtudes humanas e sociais que elas transmitem às novas gerações e da valorização e proteção que estas recebem do Estado. Por isso, o bem da Família é ao mesmo tempo o bem da sociedade.
Amor e amar: afeto e decisão para a existência
O amor é um acontecimento inesperado, é um sentimento de afeto entre um homem e uma mulher que nasce espontaneamente, não é planejado e também costuma desaparecer sem avisar, sem pedir licença. Por isso, o afeto não tem as condições para dar fundamento a um matrimônio, a uma vida de família.
Amar indica uma decisão que envolve a vida inteira da pessoa e nasce da avaliação de todas as circunstâncias e possíveis implicações daquela experiência de amor. Em outras palavras, a pessoa tocada por sentimentos de afeto usa sua inteligência (isto é, sua capacidade de julgar) para tomar uma decisão razoável, antes de amar, isto é, antes de estabelecer uma relação amorosa cheia de implicações. A pessoa pode chegar à conclusão que aquele acontecimento afetivo (paixão), mesmo parecendo arrebatador, não deve ser levado adiante porque não apresenta as condições necessárias para que venha a constituir razoavelmente um bem verdadeiro e duradouro.
Por que dar uma base jurídica ao amor humano?
Há, atualmente, uma forte tendência a rejeitar o casamento civil como desnecessário: o casal resolve autonomamente quando casar e quando descasar. A aliança conjugal configurou-se ao longo de toda a história como um pacto de caráter jurídico. Por que casar? Não basta juntar-se quando os dois se querem bem?
Cada relação contém em si a possibilidade do seu contrário, contém a possibilidade da ambigüidade, a possibilidade do bem e do mal. Específico do ser humano é a ambivalência de todas as relações, que podem ter um significado positivo e um significado negativo. Por exemplo: alguém ao dizer: “eu te amo”, pode dizer a verdade, pode falar com hipocrisia ou pode fazer uma ironia. A relação de uma mãe com sua criança pode configurar-se como rejeição, abandono ou como acolhimento. Mas a relação não tem o mesmo valor se toma a forma positiva do acolhimento ou a forma negativa do abandono.
O direito tem como finalidade potencializar as relações positivas entre as pessoas. O direito procura dar força à relação, ao empenho que um homem toma diante de outros homens. Por exemplo, na relação de negócio, o contrato tem a finalidade de tutelar os interesses dos contratantes. É verdade que um contrato pode ser violado, mas o empenho público e jurídico fornece um adicional de força para respeitar o empenho assumido. O direito opera para dar força à dimensão positiva das relações e para limitar ao máximo as negativas.
A família assentada não apenas no afeto, mas no matrimônio civil e religioso oferece expectativas melhores de durar no tempo e de atravessar as inevitáveis turbulências, podendo dar conta de maneira mais plena de suas responsabilidades (educativas, de amparo e proteção aos seus membros mais frágeis.
A relação amorosa tem uma dimensão subjetiva (o afeto), mas se consolida como relação objetiva pelo vínculo jurídico do matrimônio civil e pelo vínculo sagrado do sacramento do matrimônio.
Por que casar na Igreja?
A família cristã está fundada no sacramento do matrimônio entre um homem e uma mulher, sinal do amor de Deus pela humanidade e da entrega de Cristo por sua esposa, a Igreja. “A família é imagem de Deus que em seu mistério não é uma solidão, mas uma família” (DP 582). Na comunhão de amor das três Pessoas divinas, nossas famílias têm sua origem, seu modelo perfeito, sua motivação mais bela e seu último destino. Deus é amor e optando por viver em família em meio a nós, eleva a família à dignidade de Igreja doméstica. Pelo sacramento do Matrimônio, a morte e a ressurreição de Jesus Cristo, sua potência que vence a morte, tornam-se presentes e atuantes na vida conjugal.Casar na Igreja significa reconhecer que aquela união conjugal corresponde ao desígnio de Deus. Chama em causa o próprio Jesus Cristo, morto e ressuscitado que se torna presente na relação conjugal. O casal necessita da potência (da misericórdia) divina que vence a morte para vencer o cansaço, o desgaste e eventuais infidelidades. A luz de Cristo invocada e acolhida é necessária para conduzir os filhos à maturidade com sabedoria e equilíbrio.
A convivência (uniões de fato) tem na sua origem a vontade explícita de não consolidar com garantias jurídicas e religiosoas aquela convivência de tipo conjugal. As pessoas envolvidas não querem dar garantias de que se empenham por toda a vida naquela relação.
Na sociedade pluralista, onde os indivíduos conquistam espaços de liberdade cada vez mais amplos, os homossexuais pedem os direitos de cidadania e a proteção de suas uniões. A Igreja acolhe e orienta os homossexuais (ver Catecismo da Igreja Católica). O Estado procura amparar e proteger as partes mais frágeis nessa relações. Há caminhos jurídicos eficientes para responder a essas exigências, sem desvalorizar a família fundada no matrimônio.
Conclusões
Configura-se, na sociedade moderna, uma pluralidade de formas familiares que reivindicam reconhecimento e legitimidade social. Um dos maiores desafios da família contemporânea consiste exatamente em equacionar os direitos individuais de seus membros com as exigências de coesão interna e de coesão social.A família fundada no matrimônio assume de maneira explícita e pública a responsabilidade recíproca e para com eventuais filhos. Por isso, a família constitui o maior recurso humano e social disponível, e é de interesse dos poderes públicos não desperdiçar esses recursos. Abrem-se, assim, amplos espaços para políticas sociais que focalizem a subjetividade social da família.Cabe identificar quais formas familiares favorecem mais a solidariedade social, quais formas familiares têm como projeto, como finalidade própria, assumir a cooperação entre os sexos e entre as gerações.
As famílias assentadas em matrimônio valorizam a estabilidade e proporcionam coesão social, oferecendo a perspectiva da duração no tempo do relacionamento e isto favorece a integração afetiva e emocional dos cônjuges e da prole. Por fim, a família estável é capaz de dar assistência, de maneira continuada e eficaz, aos seus membros mais fracos (crianças, idosos e portadores de deficiências). Este ambiente favorece o florescimento de uma efetiva paz social. Este é o terreno no qual se joga o grau mais ou menos civilizado de uma sociedade. Tudo indica, no entanto, que essa cooperação está sendo posta em questão.
O moderno Estado ‘laico’ não deverá usar um critério religioso para avaliar as diversas formas de convivência familiar. Deve avaliar quais formas de convivência resultam mais úteis à sociedade. Estas devem ser reconhecidas, encorajadas e sustentadas com base na avaliação das conseqüências positivas que produzem para a sociedade. Por isso, as medidas do governo para regulamentar as diversas formas de viver o afeto não devem descaracterizar a família fundada no matrimônio, identificando-a com qualquer tipo de convivência com base afetiva.
A primeira medida de política social em favor da família consiste, então, na criação de uma “cultura da família”, isto é, de uma mentalidade socialmente difusa, que reconheça e promova os valores da família como positivos e desejáveis para o bem-estar das pessoas e da sociedade.
O que fazer para que a família seja fortalecida e enriqueça seus membros e a sociedade com o capital humano e social que gera?
1.É necessário desenvolver uma prática de reflexão sobre os bens que a família proporciona a seus membros, aumentando a consciência da riqueza que carrega (empowerment).
2.Expandir uma Pastoral Familiar “intensa e vigorosa”.
a) Política habitacional amiga da família;
b) Política de emprego amiga da família;
c) Meios de comunicação amigos da família;
d) Sistema educacional amigo da família (inclusive livros de texto, programas, etc.);
e)Empresas amigas da família.
4. Multiplicar Associações Familiares que se tornem capazes de dialogar e interagir com as diversas instâncias de poder público.
5. Atenção a não reduzir a família a lugar dos afetos, dos prazeres e dos interesses. Ela constitui um bem relacional, paradigma do dom e do perdão.
Quais partidos incorporam em seus programas uma valorização da família adequada aos nossos tempos, com políticas familiares que procuram concretizam na prática essa valorização? Quais são as forças sociais e culturais que compreendem o valor da família e trabalham para ela? Quem são os políticos sinceramente comprometidos com o bem da família?
terça-feira, 26 de maio de 2009
Missa pelas famílias reuniu 30 mil pessoas em Aparecida
APARECIDA, segunda-feira, 25 de maio de 2009 (ZENIT.org).- A Missa pelas famílias na manhã de ontem no Santuário de Aparecida reuniu 30 mil pessoas, no contexto da Peregrinação em Favor da Família.
Na entrada, um grupo de pais, mães e filhos caminhou em direção ao altar, conduzindo o carro-andor com a imagem da Sagrada Família.
A celebração foi presidida pelo presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), Dom Geraldo Lyrio Rocha. Contou ainda com a presença de 22 bispos e arcebispos e mais de 100 padres e seminaristas de todo o Brasil.
Dom Geraldo Lyrio destacou em sua homilia que a família é “o lugar onde se aprendem as virtudes, os valores, os critérios e as atitudes que são necessárias para uma autêntica convivência social".
O arcebispo de Mariana disse ainda que a família, “patrimônio da humanidade, constitui um dos tesouros mais importantes dos povos latino-americanos”.
Ele recordou palavras de Bento XVI em sua viagem ao Brasil de maio de 2007, quando o Papa afirmou que a família é “escola de fé, espaço de valores humanos e cívicos, lar em que a vida nasce e é acolhida generosa e responsavelmente”.
“A família é insubstituível para serenidade da pessoa e para a educação de seus filhos", recordou Dom Geraldo.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
domingo, 24 de maio de 2009
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Papa disse na África que é preciso mudar o olhar sobre a sexualidade
Por Nieves San MartínGRANADA, segunda-feira, 18 de maio de 2009 (ZENIT.org ).-
Em seu artigo, o arcebispo de Granada começa relatando dois fatos que lhe foram contados por seus protagonistas.
Em um país da América Latina, uma médica, ginecologista, premiada como a melhor médica do país pelo governo de sua nação, dedica parte de sua vida profissional a dirigir um programa de educação afetiva e sexual a adolescentes e jovens. O programa consiste em dar a conhecer com detalhe suficiente aos jovens o funcionamento do corpo humano em relação com a sexualidade e com o afeto.
A médica da América Latina, relata o arcebispo, estava ministrando seu programa em um colégio da capital de sua nação no qual estavam as filhas do ministro da Educação. Um dia, no teatro, coincidiram de se encontrar o ministro e a médica. Foi o ministro quem viu a médica, e se aproximou dela para felicitá-la: “Doutora, que alegria ver-lhe! Não se pode fazer idéia de como minhas filhas estão contentes!” O ministro seguiu nessa via por um momento, até que a médica lhe disse: “Também me alegro, ministro, que suas filhas estejam tão contentes, e que você tenha tido a ocasião de ver o valor que tem um programa planejado desta forma. O que acha do Ministério promover nos colégios públicos onde os pais permitirem - as filhas do ministro estudavam em colégio particular, como é natural –, o mesmo programa?” Ah! Isso não, doutora! Isso não pode acontecer! Pode-se educar a alguns poucos, mas para o povo é preciso dar preservativos”.
O segundo fato que relata o arcebispo refere-se a uma médica norte-americana, que trabalha em Gana, em um centro de Atenção Primária. Havia estado na Conferência Internacional do Cairo sobre a População e o Desenvolvimento, em 1994, e de retorno à América, antes de voltar para sua missão, passou pela Espanha.
“Coincidimos em um ato, nos apresentaram e estivemos falando um bom tempo. No centro onde ela trabalhava, em uma zona sumamente deprimida – me disse –, morriam todos os dias crianças desidratadas por causa de uma simples colite, por falta de soro fisiológico, e pela ignorância das mães. Contudo, o centro estava literalmente “cheio” – ou talvez seria melhor dizer “invadido” – de caixas e caixas de preservativos que certas companhias americanas e europeias lhes enviavam gratuitamente, até não saber o que fazer com eles, porque ocupavam um espaço no centro que não tinham, e que precisavam para coisas mais urgentes e mais graves”.
E o arcebispo lhe pergunta: “Quem paga o anúncio? Que visão do ser humano e da vida _ e das diferentes classes de seres humanos, e de vidas humanas – se esconde por trás destas histórias? Quem, quais poderes e quais indústrias, se beneficiam da despovoamento da África, e pensam já sem dúvida nos futuros benefícios de suas imensas riquezas e reservas naturais? Sem dúvida, os mesmos que degradam sem cessar e sem limite nossa própria humanidade e a dignidade de nosso pensamento quando decidem – e ninguém seria capaz de explicar racionalmente em virtude de qual poder –, promover entre nós a banalização absoluta do uso do corpo humano e do sexo”.
“O que se silencia é o dado – perfeitamente constatado – de que o uso massivo dos preservativos não deteve a aids na África, mas a propagou”, sublinha Dom Martínez.
“O que o Santo Padre disse na África é, simplesmente, que temos necessidade de mudar nosso olhar sobre a sexualidade – assinala o arcebispo de Granada –. E também que temos necessidade de mudar nosso olhar sobre a enfermidade e sobre os enfermos. Duas verdades evidentes. Antes que nenhuma outra reflexão acerca do direito do Papa a falar, ou acerca de que coisas pode ou não pode, ou deve ou não deve falar, o que se impõe recordar é, sobretudo, que o que disse o Papa é verdade”.
E conclui: “Obrigado, Santo Padre, por ter o valor de dizer-nos a verdade, a nós e a nossos irmãos africanos! Obrigado por reclamar a todos nós a uma vida de primeira classe, a uma vida verdadeira e plenamente humana! Milhões de homens pedimos ao Senhor todos os dias para que não se canse, para que não ceda, para que o Senhor lhe sustente e continue sendo livre!”.
Para acessar o artigo completo:http://www.arzobispodegranada.com/index.php?mod=articulos&lan=es&sec=7&cat=23&id=664
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Solução ética para casais inférteis
Por Nieves San Martín
PARIS, quarta-feira, 6 de maio de 2009 (ZENIT.org).- Em um texto do blog de bioética da Conferência Episcopal Francesa, escrito pelo sacerdote Olivier Bonnewijn, aborda-se o tema da assistência médica e da procriação, abrindo um debate que continuará com os próximos artigos.
Bonnewijn, presbítero da diocese de Malinas-Bruxelas e professor de ética do Instituto Teológico de Bruxelas, alude em sua nota à prova de infertilidade para os casais e oferece um esclarecimento sobre o que a Igreja Católica diz a respeito das técnicas de produção de embriões humanos.
«Com quem falar? – pergunta-se Bonnewijn em seu artigo. Desde a segunda metade do século XX, o progresso da ciência permite a realização de tratamento eficazes. Os médicos atendem casos de infertilidade, dando assim a numerosos esposos a possibilidade de realizar seu desejo de ser pais. A Igreja se alegrou sempre por este progresso. O desenvolvimento atual da NaProTechnology oferece um exemplo entre outros. A medicina da procriação surgiu entre os casais colocando-se a seu serviço, seja antes, durante ou depois de sua união conjugal.»
Divulgando a nota de Olivier Bonnewijn, Caroline Guidon aborda, dentro do mesmo blog, o tema da NaProTechnology.
«Ao contrário das técnicas de assistência médica à procriação, que rodeiam as causas de infertilidade e substituem o ato conjugal, a NaProTechnology investiga e trata das causas subjacentes da infertilidade, tanto na mulher como no homem, para permitir a concepção em uma relação sexual normal», afirma Guidon.
«O objetivo é, portanto, ajudar os casais a conceberem seu próprio filho, mas não a qualquer preço: nunca às custas da saúde mental e física da mulher, da relação do casal, da destruição de outros embriões ou da desvalorização da pessoa da criança por nascer», acrescenta.
Caroline Guindon, médica, exerce a NaProTechnology desde setembro de 2005 na Clínica de Fertilidade da Clínica Galway na Irlanda.
Guindon explica como a NaProTechnology pode ajudar os casais que enfrentam a infertilidade a conceber uma criança no respeito de sua relação e do embrião.
Acessível na Irlanda desde 1998, este método permitiu que mais de 800 casais irlandeses e ingleses chegassem ao término da gravidez. Até hoje, foram acompanhados três mil casais.
Para ter acesso aos artigos: http://www.bioethique.catholique.fr/
Para saber mais sobre o método da Dra. Guindon:www.fertilitycare.fr









